quarta-feira, 24 de outubro de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Exposição KISLANSKY CERÂMICAS: A COR DO CORPO
Caixa Cultural Sé - São Paulo
9 jul a 4 set 2011
Curadoria Gilberto Habib Oliveira
Curadoria Gilberto Habib Oliveira
Sob o signo do fogo (texto de abertura)
A exposição “A cor do corpo” apresenta, uma vez mais, figuras humanas moldadas
em argila na obra de Israel Kislansky. Desta vez, porém, suas peças foram
batizadas pelo impávido fogo, por onde se forja a cerâmica e sua cor.
O fogo já não era novidade na obra de
Kislansky, mas da posição de coadjuvante da cera e do bronze, no complexo
processo de fundição, ele emerge como protagonista, vivo e ardente diante de
nossos olhos.
A chama em si é efêmera, mas sua energia
transforma a matéria dando-lhe resistência e qualidade perene, aniquilando-a para
torná-la eterna, alquimicamente. É essa alquimia que conduz e compõe a
exposição. O que há bem pouco tempo se materializava na obra de Kislansky por
meio do bronze ascético, frio e silencioso, desperta agora vibrante na cor e no
gesto, como corpos que ascendem ao ar em forma de labaredas bruxuleantes.
Entre o erudito e o popular, há séculos, o
barro é um elemento presente no cotidiano da humanidade, em artefatos
domésticos e artísticos. Nele há, sobretudo, a continuidade das formas, da
figura humana e do belo feminino. E aquilo que parecia mudar, no real se revela
o mesmo: permanência das formas na renovação da arte.
É assim que a impermanência do fogo preserva
o alicerce da experiência do homem, no fazer de seus artefatos, no efêmero de
seus artifícios. Pois o fogo simplesmente é. Por ele muita coisa se faz, e por
ele quase tudo se desmancha. Pelo fogo se forja tudo, inclusive o nada.
De um corpo sem cor, pálido, dizemos “corpo
sem vida”. Esta exposição é uma festa barroca, alegórica, sensorial, espetacular,
de formas que envolvem e instigam os sentidos, para acordar o corpo e despertar
a alma.
Foto: Duda Covett
Fotos: Duda Covett
Foto: Duda Covett
Foto: Duda Covett
Foto: Duda Covett
Foto: Duda Covett
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| Foto: Duda Covett |
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Exposição NOVOS MUNDOS NOVOS
Santander Cultural - Recife
04 ago a 31 out 2010
Curadoria Gilberto Habib Oliveira (Arte) e Prof. José Luiz Mota Menezes (História)
Obras de Francisco Brennand, Cassiano Pereira Nunes, Caio Reisewitz e João Câmara.
Foto Gilberto Habib
A exposição "Novos Mundos Novos" inaugura o Santander Cultural - Recife (antigo Instituto Banco Real). A mostra é inspirada no navegador espanhol Vicente Yañez Pinzon: o primeiro europeu a aportar em terras brasileiras, em janeiro de 1500.
Repercussão / Imprensa
Texto catálogo - Novos Mundos Novos
NOVOS MUNDOS NOVOS
para meu irmão eduardo
para meu irmão eduardo
“Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. Mesmo depois de quatrocentas gerações em vilas e cidades, não esquecemos. A estrada aberta ainda nos chama suavemente, quase como uma canção esquecida da infância. Atribuímos um certo romance aos lugares remotos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Longos verões, invernos amenos, ricas colheitas, caça abundante – nada disso dura para sempre. Está além de nossos poderes predizer o futuro. As catástrofes têm um modo de nos atacar sorrateiramente, pegando-nos desprevenidos. Talvez você deva sua vida, a de seu bando ou, até mesmo, a de sua espécie a uns poucos inquietos – levados, por um desejo que mal podem expressar ou compreender, a terras desconhecidas e a novos mundos.”
Carl Sagan. “Os errantes: uma introdução”.
In: Pálido Ponto Azul, 1994
O pretexto é a passagem do navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón pela costa brasileira em janeiro de 1500, meses antes da chegada oficial de Pedro Álvares Cabral. Sem querer comprovar quem de fato nos descobriu, pois na arte é possível superar conflitos políticos e limitações históricas, a exposição aborda o imaginário relacionado a inquietudes e impermanências associadas ao Ciclo dos Descobrimentos, do qual, brasileiros habitantes do Novo Mundo, a uma só vez resultamos como herdeiros e como herança.
sábado, 13 de março de 2010
Gravuras de Iole Di Natale - "PIED-À-TERRE" imagens da série MINHA CASA
Graphias Casa da Gravura - São Paulo
13 de março a 16 de abril de 2010
Curadoria Gilberto Habib Oliveira
Imagens de lugares, objetos e pessoas sempre foram, na obra de Iole Di Natale, signos de uma poesia refinada.
Galeria de Fotos
Galeria de Fotos
Textos da exposição
Galeria de fotos - Iole Di Natale Exposição "Pied-à-terre"
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